*Alan Junior de Queiroz
O boato sobre o fim do “Bolsa Família” se espalhou por doze estados e milhares de beneficiários causaram tumultos nas agências da Caixa. O Governo Federal e a Caixa já desmentiram a informação e a Polícia Federal vai investigar a origem do boato.
"Brasil um país rico, um país sem pobreza". Preciso conhecer esse país. Conheço um país totalmente diferente desse que a Dilma vem falando (lendo) em seus momentos de rainha na TV. Vamos voltar um pouco no tempo. Em janeiro de 2004 era lançado o Programa Bolsa Família, uma junção de vários outros programas que já existiam. O objetivo era ajudar monetariamente e garantir serviços básicos às famílias pobres. O governo, então, elaborou uma lista de requisitos. Para o governo, uma pessoa que sobrevive com até 140 reais por mês têm o direito de receber o beneficio, abaixo de 70 reais o cidadão está incluso no grupo de pobreza extrema.
A presidente Dilma vem se "esforçando" para tirar, os muitos que restam, das condições desumanas. “Quero compartilhar com todos os brasileiros a satisfação e os novos desafios que esta vitória nos traz. Este será o último grupo de beneficiários atuais do Bolsa Família a sair da pobreza extrema. Isso significa que, agora, cada pessoa de cada família do Bolsa Família terá uma renda superior a R$ 70. (…) Mas a luta não acaba aqui, pois, ao mesmo tempo em que não teremos mais pessoas extremamente pobres no Bolsa Família, ainda há pessoas que, embora com direito ao benefício, permanecem fora do programa e que sequer sabem que têm direito a este benefício”, disse.
Direito ou previlégio? Quem precisa realmente não tem o benefício. Quem recebe esse dinheiro está conformado com a pobreza e é dependente de um sistema corrupto. Muitos ainda acreditam que o Bolsa Família é uma forma do PT se eternizar no poder. Quem dúvida disso? Agora o governo se faz de vítima. São os mocinhos da história, que lutam por uma distribuição de renda justa.
O Brasil precisa passar por uma reforma. Não só agrária. Mas, educacional, política e administrativa. Chega de assistencialismo no Brasil, bolsa-isso, bolsa-aquilo. Enquanto milhões de brasileiros suam a camisa diariamente, outra parcela recebe um incentivo para não trabalhar. Esse boato serviu para Dilma (e nós) ter uma ideia que quantos brasileiros ela tem em suas mãos. Aliás, as eleições se aproximam e isso foi só um teste pré-eleição.
Brasileiro que é brasileiro "gosta de ser pobre". Gosta de futebol, churrasco, bebedeira e sexo "sem camisinha, de preferência". Brasileiro gosta mesmo é de reclamar de tudo. Brasileiro acha que tudo que acontece de errado é culpa é do Lula, da Dilma, do Fernando Henrique Cardoso, da ditadura. A verdade é que o governo é reflexo de seu povo. Brasileiro que é brasileiro gosta de acordar tarde, de feriado e de fim de semana.
A quantidade de pessoas que foram até as agências da Caixa, realmente, foi impressionante. Imagina se o boato fosse "VAGAS DE EMPREGO" não iria nem a metade.
*Alan Junior de Queiroz é estudante de Comunicação Social - Jornalismo da Faculdade do Norte Pioneiro(Fanorpi).








