quinta-feira, 5 de maio de 2016

Minha opinião sobre: Ensino Público

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"Singapura aplicou esse sistema em moldes meritocráticos extremamente rígidos. Por lá, professores são anualmente testados e, identificados os talentos, ganham promoções. Os melhores e mais interessados viram gestores educacionais, enquanto os que se saem mal sucessivamente são demitidos." (Revista EXAME - 03/05/16)  

O sistema educacional baseado no mérito é o mais rígido, justo e o melhor. Porém, como por em prática esse sistema num páis com uma dívida social histórica impagável e com grandes desigualdades sociais? Ninguém sabe.

Que o Brasil deveria aprender a valorizar e se inspirar em sistemas educacionais como os de Singapura, Hon Kong e Coréia do Sul - ((países que lideram ranking internacional PISA (Programa Internacional de Avaliação de Alunos), em que o Brasil figura apenas em 60º lugar entre os 76 avaliados pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico)) -, isso ninguém tem dúvidas.

Não falta verba para tornar o país numa potência educacional, falta competência e caráter(!) para administrar um sistema ultrapassado e a beira da morte. Para piorar a situação, os contrastes negativos da educação brasileira surpreende. Quando mais procuramos saber, mais ficamos indignados: escolas sem estruturas, violência crescente e desvios de verbas e merenda.

A China é um exemplo da capacidade de oferecer um ensino de qualidade com custos baixos. Quem já leu a reportagem "O sistema educacional que fez da China uma potência" (Veja, 18/12/2011) do Gustavo Ioschpe sabe da eficiência, rigidez e as consequência do sistema chinês. As escolas chineses contrastam semelhanças e diferenças com as brasileiras desde espaço físico até organização e limpeza. 

O nosso sistema educacional é atrasado, tem dificuldades de mudanças, professores desvalorizado e desmotivados, tem diretrizes curriculares problemáticas e ensino ineficiente. Independente de qual partido esteja no poder, não ajuda a melhorar e a maioria da população se faz indiferente a dedicação aos estudos. Todos esses fatores juntos transformam algo que já não é bom inviável, infelizmente.

Os governantes precisam encarar a educação como política de estado e não de governo. O dinheiro nunca será suficiente enquanto a preocupação não for com a qualidade da educação brasileira e suas instituições.

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Srª Consciência: entidade abstrata

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Existem determinadas fases e períodos da vida que nós, humanos, precisamos ouvir conselhos, dicas, recomendações, receber elogios, críticas, levar puxões de orelha, ter acesso a visões de mundo diferentes sobre a vida, relacionamentos, carreira profissional... sobre tudo. O lado ruim dessa necessidade é quando você olha ao seu redor e não existe ninguém capaz de colaborar de nenhuma maneira.

Sempre fui cercado de pessoas opiniativas e dispostas à defenderem suas ideias com unhas e dentes - independentes se eram as mais racionais ou não. Durante todo o dia poderiam existir alguns debates acalorados sobre o tempero que estava sendo usado na comida ou se o agrotóxico ingerido pelas vacas está transformando o ser humano sensível ao leite até assuntos mais complexos como política econômica atual e legalização das drogas. 

Atualmente, me sinto como um peixe de um pequeno rio que decidiu encarar a fúria da água fria e salgada do oceano Pacífico (maior do planeta), e os predadores mais traiçoeiros e impiedosos. Tenho duas opções naturais: morrer ou adaptar-se. A primeira nunca esteve nos meus planos.

O "oceano Atlântico" já me deu provas que terei que ser ágil para nadar contra a força das águas e forte para sobreviver aos ataques constantes de predadores dispostos a estraçalharem suas presas e exibirem como troféu a carcaça. 

Na fria solidão e no silêncio ensurdecedor do meu oceano particular, os únicos sons que escuto são os da minha respiração ofegante, da batida acelerada do coração e a voz estridente da Srª Consciência. "Você fez o escolha certa? Está perdido? Quais são seus planos para amanhã? O que mais está disposto a sacrificar para sobreviver mais um dia? ", pergunta impiedosamente e insistentemente. "Calada!", respondo.

Tenho uma relação de amor & ódio com a Srª Consciência, essa entidade abstrata. Longe do meu habitat natural, família e amigos...ela é a única que me instiga diariamente. Nesse oceano de oportunidades e cercados de seres sentimentos, a ironia ácida e imperdoável dela coopera para meu fortalecimento e garante minha sobrevivência. Porém, ela nunca poderá saber disso. 

domingo, 2 de novembro de 2014

Minha opinião sobre: Morte

5 comentários:

Estava aqui fazendo uma lista dos meus medos e descobri que tenho medo da morte, mais do que tudo. Tenho medo de morrer e ir sem me despedir da minha família, dos meus amigos, dos meus cachorros e do meu hamster. Acredito que eu já tenha comentado isso em algum lugar.

Certo vez, eu li em um blog que só tem medo da morte quem não aproveita a vida. Será? Mas o que é aproveitar a vida? Muitos irão dizer que é viver como se não houvesse o amanhã, viver sem rotina e blá blá blá. Mas tem como viver bem quando o mundo em sua volta está sendo destruído? A política é um negócio que enlouquece, a economia é monstro que a maioria não entende, a saúde pública está na UTI, a educação pulou o muro do colégio e fugiu, a Mãe Natureza está estressada e não quer papo com a gente.

Pensadores, filósofos e escritores já falaram tudo o que tinham pra falar sobre a morte. Talvez, o cineasta Woody Allen tenha descrevido exatamente o que eu penso. "Não é que eu tenha medo de morrer. É que eu não quero estar lá na hora que isso acontecer." Eu quero ver a evolução, as novidades, as descobertas. Eu quero ser uma testemunha ocular.

Sinceramente? Não estou preocupado em saber o que existe depois da morte. Céu, inferno, purgatório, sala de espera, portões de ouro ou caldeirão de lava... Porque nascemos com esse "defeito"? Não há como aceitar esse absurdo e esse mistério incompreensível.

Será que dói? Será que nos reencontraremos depois? É verdade que o anjo encarregado de vir nos buscar dá um beijo na boca na hora do fenômeno? Espera! Anjos existem? Nem tenho certeza da onde eu vim, então, como posso saber pra onde eu vou? Não estou aqui provocando os céticos nem os alienado em religião. Não preciso me sobrepor ideologicamente por meio da força do insulto.

Já parou para pensar com quantos anos e como quer morrer? Precisamos de um embate de visões sobre esse tema. Com o anjo da Morte não tem papo furado, permuta ou barganha. Até porque seria uma imposição estúpida e vazia, mas compreensível. Ninguém quer morrer.

E se eu for barrado na porta do céu? E se a fila do inferno estiver muito grande? E se o estácionamento do purgatório não tiver mais vaga? Estou indignado! Um dia terei que partir sem saber o meu destino final. Eu simplesmente não quero ir. Não quero!

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Minha opinião sobre: Eleições 2014

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Atualmente, o Brasil vive um retrocesso. Tem uma economia estagnada, inflação em ascensão, as contas nos final do mês nunca fecham e a corrupção se espalha como um câncer. Os três principais candidatos à presidência não apresentaram nada de novo - até agora. Aliás, quem quer algo novo? Eu, Alan, quero soluções para os problemas antigos. É assustador, por exemplo, ver a atual presidente não conseguir nem responder os jornalistas e se atrapalhar toda nas entrevistas.

A maioria dos eleitores são ignorantes, politicamente falando, mau instruídos e não entendem nada sobre os principais assuntos, por exemplo: economia e educação. E mais: dois dos principais candidatos ainda não divulgaram o plano de governo, faltando uma semana para as eleições. Assinar cheque em branco sempre é perigoso. Por outro lado, algo está errado, pois quanto mais escândalos aparecerem mais a presidente/candidata sobe nas pesquisas de intenção de voto.

O dinheiro que era para ser investido em educação, saúde, infraestrutura e empregos está indo para o bolso de uma dúzia de políticos corruptos. Estou confiante numa mudança de rumo do país, mas também estou preparado pra ver a minha última vaca magra ir para o brejo.

Você acredita em pesquisas? Eu não! Mas se fomos levarmos em consideração as pesquisas: o cenário não poderia ser pior para a presidente/candidata Dilma por dois motivos: a migração da massa eleitoral de Aécio em favor de Marina (analistas apontam que 80% deste contingente adotarão esta postura) e, segundo a prática e a literatura especializada, o fato de uma eleição de segundo turno ser decidida na verdade em desfavor de um nome, isto é, o vencedor é aquele menos rejeitado pelo eleitorado e neste quesito Dilma tem uma rejeição muito grande.

A partir dos resultados de 5 de outubro, será iniciada uma cruzada em detrimento do partido dos trabalhadores - um movimento generalizado sem paralelo no Brasil desde a redemocratização. Se o povo brasileiro reeleger Dilma é porque merece a atual educação, saúde, violência e corrupção. Mas eu ainda prefiro acreditar no discernimento da maioria dos brasileiros na hora de votar. E que vença o menos pior. Ou não.

Enquanto isso, no mundo real... Os salários continuam baixos, a inflação em alta, o PIB em queda e nós, brasileiros, continuamos na mesma.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Minha opinião sobre: a decisão do STJ sobre os Testemunhas de Jeová

Um comentário:

Nessa semana, dois ministros do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) concederam um habeas corpus a um casal seguidor da religião Testemunhas de Jeová que impediram médicos de fazerem transfusão de sangue em sua filha. Devido a isso, a garota morreu. O caso aconteceu em 1993 e o casal foi preso sob a acusação de homicídio.

Respeito todas as religiões, e, por isso, evito fazer comentários sobre qualquer credo/dogma, mas, nesse caso, não me contive. Que Deus é esse que eles, os Testemunhas de Jeová, servem que é contra a vida? Repito: uma criança de 13 anos morreu. 

Colocar preceitos religiosos primitivos acima da vida é um tremendo retrocesso. Respeito, mas discordo desse "conceito religioso". Deixar a própria filha morrer por causa da Bíblia ainda não é considerado "sacrifício humano" ou um "ritual"? Por que procurar um Hospital se não quer viver? Repito, independente de concordar ou não com a crença deles, temos que respeita-los. Mas eu, Alan, acredito que quando quem necessita de ajuda é um menor de idade - o médico deveria ser soberano. As vezes o menor nem tem intenção de seguir os dogmas dos pais.  

Reza a Constituição Federal que o Estado é laico. Ou não? O STJ errou! Os ministros não devem se submeter as pressões ou ter inclinações à crenças religiosas. Essa menina foi ASSASSINADA pelos pais. Cadeia neles!  Cadeia no médico também. A Constituição também garante direito à vida. Ou não?
Aliás, as leis brasileiras estão confusas iguais os textos bíblicos. Cada um interpreta à sua maneira. Não houve proteção do direito à vida desta criança, independente da religião dos seus pais. Aproveitando o embalo... Vamos liberar a eutanásia, o homicídio, o aborto, a pena de morte, as drogas, a direção sob o efeito de álcool... Aliás, todos vamos ressuscitar no final mesmo.