segunda-feira, 20 de maio de 2013

Boato sobre fim do "Bolsa Família" - um teste pré-eleição

Nenhum comentário:

*Alan Junior de Queiroz

O boato sobre o fim do “Bolsa Família” se espalhou por doze estados e milhares de beneficiários causaram tumultos nas agências da Caixa. O Governo Federal e a Caixa já desmentiram a informação e a Polícia Federal vai investigar a origem do boato.

"Brasil um país rico, um país sem pobreza". Preciso conhecer esse país. Conheço um país totalmente diferente desse que a Dilma vem falando (lendo) em seus momentos de rainha na TV. Vamos voltar um pouco no tempo. Em janeiro de 2004 era lançado o Programa Bolsa Família, uma junção de vários outros programas que já existiam. O objetivo era ajudar monetariamente e garantir serviços básicos às famílias pobres. O governo, então, elaborou uma lista de requisitos. Para o governo, uma pessoa que sobrevive com até 140 reais por mês têm o direito de receber o beneficio, abaixo de 70 reais o cidadão está incluso no grupo de pobreza extrema.

A presidente Dilma vem se "esforçando" para tirar, os muitos que restam, das condições desumanas. “Quero compartilhar com todos os brasileiros a satisfação e os novos desafios que esta vitória nos traz. Este será o último grupo de beneficiários atuais do Bolsa Família a sair da pobreza extrema. Isso significa que, agora, cada pessoa de cada família do Bolsa Família terá uma renda superior a R$ 70. (…) Mas a luta não acaba aqui, pois, ao mesmo tempo em que não teremos mais pessoas extremamente pobres no Bolsa Família, ainda há pessoas que, embora com direito ao benefício, permanecem fora do programa e que sequer sabem que têm direito a este benefício”, disse.

Direito ou previlégio? Quem precisa realmente não tem o benefício. Quem recebe esse dinheiro está conformado com a pobreza e é dependente de um sistema corrupto. Muitos ainda acreditam que o Bolsa Família é uma forma do PT se eternizar no poder. Quem dúvida disso? Agora o governo se faz de vítima. São os mocinhos da história, que lutam por uma distribuição de renda justa.

O Brasil precisa passar por uma reforma. Não só agrária. Mas, educacional, política e administrativa. Chega de assistencialismo no Brasil, bolsa-isso, bolsa-aquilo. Enquanto milhões de brasileiros suam a camisa diariamente, outra parcela recebe um incentivo para não trabalhar. Esse boato serviu para Dilma (e nós) ter uma ideia que quantos brasileiros ela tem em suas mãos. Aliás, as eleições se aproximam e isso foi só um teste pré-eleição.

Brasileiro que é brasileiro "gosta de ser pobre". Gosta de futebol, churrasco, bebedeira e sexo "sem camisinha, de preferência". Brasileiro gosta mesmo é de reclamar de tudo. Brasileiro acha que tudo que acontece de errado é culpa é do Lula, da Dilma, do Fernando Henrique Cardoso, da ditadura. A verdade é que o governo é reflexo de seu povo. Brasileiro que é brasileiro gosta de acordar tarde, de feriado e de fim de semana.

A quantidade de pessoas que foram até as agências da Caixa, realmente, foi impressionante. Imagina se o boato fosse "VAGAS DE EMPREGO" não iria nem a metade.

 *Alan Junior de Queiroz é estudante de Comunicação Social - Jornalismo da Faculdade do Norte Pioneiro(Fanorpi).

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Onde foi que nós erramos?

Nenhum comentário:
*Alan Junior de Queiroz

Ainda não existe nenhum dado oficial, mas já dá para afirmar que o número de menores de idade (-18 anos) envolvidos em crimes cresceu, absurdamente, nos últimos meses. Estão dispostos a matar qualquer um e por qualquer coisa. Homem, mulher, criança, idoso, famoso ou anônimo, nem os próprios familiares nem portadores de alguma deficiência escapam da violência.

Eles estão nos campos de futebol prontos para explodir um sinalizador em nossas faces, estão à espreita de nossas casas esperando para nos assaltar – e porque não nos matar? -, estão nas festas prontos para nos esfaquear, estão dispostos a invadir nossas casas ou nosso trabalho e nos queimar vivos. Precisamos de leis mais severas ou eles vão nos exterminar.

Seria ingenuidade minha dizer que diminuir a maioridade penal diminuiria a violência. Crueldade existe, sempre existiu e nunca deixará de existir. O fato é: a redução da maioridade serviria para punir corretamente os “de menores” infratores, já que atualmente o Código Penal e o Estatuto da Criança os livram disso. O artigo 228 da Constituição Federal afirma que “são penalmente inimputáveis os menores de dezoito anos, sujeitos às normas da legislação especial”. A punição máxima para esses adolescentes é um período de internação de no máximo 3 anos, após isso, estão livres para cometerem mais crimes.

Parece que a cada dia que passa aquele mundo melhor que todos nós desejamos fica mais distante e impossível. A criminalidade cresce na mesma proporção que os investimentos na educação diminuem. Está na hora de deixarmos de utopias. Os menores barbados - com quase dois metros de altura – que a Justiça e os Direitos Humanos defendem, são os principais candidatos a se tornarem grandes lideres criminosos no futuro.

Uma nova linhagem vem se manifestando. Estão seguindo os rastros de Fernandinho Beira Mar, Marcola, Pedrinho Matador, Elias Maluco pelo bosque obscuro onde colhem um pouco de malignidade, perversidade e truculência para ceifa vidas. Algo tem que ser feito isso não resta dúvida. Enquanto famílias choram pela perda de um ente querido, o infrator de menor da risada de toda a situação. Ri porque sabe que a legislação brasileira é uma piada.

A tendência é que (além da sociedade) os policias também desenvolvam algum tipo de medo desses bandidos. Pois isso já acontece nos dias de hoje. A polícia ruge como um leão em frente de manifestos de alunos, professores e classes trabalhistas, mas pia miudinho na frente das organizações criminosas.

Os políticos nada fazem para melhorar a situação atual, apesar de a população clamar por mudanças e soluções. Às vezes ficamos na dúvida se o Brasil trabalha com o sistema de República, Ditadura, Oligarquia, Esquerdista, Militarista, ou pseudo Populismo de fachada. Aliás, quem se preocupa com isso? A nossa preocupação mesmo é sair de casa e conseguir voltar - com vida, lógico.

Enquanto nenhum líder político toma uma providência, nós continuamos trabalhando, pagando impostos, sendo assaltados, agredidos na rua, ameaçados, desacatados, violentados, perturbados, mortos. Nossas casas continuam sendo invadidas e nossos locais de trabalho destruídos. Discutir maioridade penal é algo importante, mas discutir onde as famílias e o Estado erraram também é indispensável. Esse país virou uma desordem. Isso é Brasil.

*Alan Junior de Queiroz é estudante de Comunicação Social - Jornalismo da Faculdade do Norte Pioneiro(Fanorpi).

terça-feira, 7 de maio de 2013

Amordaçando e castrando a Justiça

Nenhum comentário:


 
*Alan Junior de Queiroz

Imagina um Brasil onde o Ministério Público, o Poder Judiciário e a imprensa não podem denunciar ou condenar políticos que drenam dinheiro dos cofres públicos para fins pessoais? Pois é, recentemente uma lei aprovada transformou esse pesadelo em realidade e cravou nas costas da democracia uma faca bem afinada, ferindo gravemente o principal tendão de esperança que ainda existe no Brasil. Com apoio de toda a corja do PT, foi aprovada uma lei que limita (leia-se castra) e controla a Supremo Tribunal Federal e os veículos de comunicação.

Com decisões contrárias as do governo, a Justiça brasileira sofre retaliações. O PT quer amordaçar os juízes, silenciar os jornalistas, facilitar ações criminosas de seus políticos e dar espaço às ações similares à da época ditatorial do Brasil. É uma forma de controlar as instituições independentes e alienar toda a população, dando poder eterno a políticos envolvidos em dezenas de escândalos e crimes administrativos.

Além de constranger toda a Justiça, os radicais petistas querem dificultar que novos partidos sejam abertos e querem que campanhas politicas sejam pagas com dinheiro público. Querem que Brasil siga padrões já impostos na Argentina, Venezuela e Bolívia. E azar de alguém que ousar a discordar das ideias, será tachado de traidor da pátria.

Na infância, o PT considerava a Justiça e a imprensa seus melhores parceiros. O partido cresceu e não quis mais ter laços com ninguém que discorde de suas atitudes. E hoje vale tudo para se manter no poder, até amordaçar velhos companheiros, atropelar a constituição e a legislação eleitoral.

A democracia, a liberdade de expressão e imprensa antes eram bens de orgulho, hoje se tornou os maiores motivos de preocupação de um partido preocupado em usar a máquina pública com um bem particular. Mas, todo esse o castelo de areia do PT vem sendo destruído pelas ondas de protesto de insatisfação da população, dos jornalistas e magistrados.

Imagina só, o governo gastando toda essa vontade de debater sobre soluções para os “problemas” em educação e saúde. Essa proposta absurda de intimidar o Supremo Tribunal Federal e por a democracia no pau de arara chega ser um insulto à um país que viveu durante anos  em um regime de ditadura, onde até pensar era proibido.

*Alan Junior de Queiroz é estudante de Comunicação Social - Jornalismo da Faculdade do Norte Pioneiro(Fanorpi).

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Antônio Bordignon: empresário transformou nome em marca

Nenhum comentário:
Antônio Bordignon sempre acompanhado de sua mulher Amália Zanini (foto: Alan Queiroz)
 *Alan Junior de Queiroz

Aos 18 anos um rapaz deixou a fazenda onde viveu com os pais e mais três irmãos para tentar a vida na cidade. Ficou para trás o trabalho pesado da roça e tornou-se aprendiz de mecânico. Com um olhar ampliado, enxergou a oportunidade em abrir sua própria empresa. Ele se tornou um empresário bem sucedido, transformou seu nome em uma marca e ficou milionário. Essa é a trajetória de Antônio Bordignon que neste ano completará 80 anos. 

Filho de fazendeiro, Antônio foi forçado a trabalhar desde criança. “Não gostava da roça, mas se eu não fosse, apanhava”, recorda. A precoce iniciação no trabalho fez com que abandonasse na 4ª série do fundamental a escola rural. Desde então não voltou para a sala de aula. “O estudo dele foi à vida, que lhe ensinou muita coisa” diz a mulher Amália Zanini Bordignon, 71 anos. 

Primeira sede da Bordignon e a atual matríz em Quatiguá. (foto: divulgação)

As histórias dos empreendedores são, comumente, construídas com muito trabalho. Com Bordignon não foi diferente, construiu sua marca pessoal poderosa à base de madeira, tijolos, areia, cimento e tudo o que aparece numa lista de materiais para construção. Dono da rede de lojas Construcasa Bordignon, hoje observa na sombra todas elas serem administradas pelos filhos.

A veia empreendedora revelou- se em 1957 quando resolveu abrir uma cerealista. No inicio comprava e vendia cereais e laranjas com um caminhão que havia ganhado do pai. “Meu começo de vida foi difícil”, relata.  Em 1975 a cerealista se transformou em madeireira. Antônio aproveitou a oportunidade para ampliar os negócios depois de ver a dificuldade que os moradores de Quatiguá tinham para erguer construções. Sem concorrência, o negócio deslanchou. Sua mulher Amália lembra que no começo o maior problema foi a inadimplência dos clientes. Apesar disso, a empresa cresceu, ganhou filiais e fechou parcerias com as melhores marcas do ramo e fornecedores. Em 2005 receberam uma proposta e venderam as duas lojas de Londrina para o grupo multinacional francês Saint Gobain. Hoje a Construcasa Bordignon têm 380 empregados e uma frota de, aproximadamente, 50 caminhões. Antônio diz que passou o controle das lojas para os filhos, mas na prática, nunca se afastou do negócio que é considerado líder do varejo da construção em toda região do Norte do Paraná. “O nosso diferencial é o mix de produtos oferecidos, preços e formas de pagamento”, diz Roberto Zanini Bordignon, filho responsável pelo grupo. 

Antônio ladeado de familiares. (foto: arquivo pessoal)
As pessoas mais próximas descrevem Antônio como um homem atencioso, honesto, econômico e, exigente com horários e prazos. Família e saúde são suas prioridades. “Está sempre pronto para ajudar quem o procura. É como um pai pra mim” declara Rosemere Rouiller, funcionária há duas décadas. Para trabalhar na empresa esforço é uma característica indispensável; a compensação vem como bônus no salário. 
Casal Bordignon: obra do destino (foto: arquivo pessoal)

O empresário tem um estilo de vida e uma rotina tranquila, passa maior parte do dia em casa. De manhã, lê os jornais O Estado de S. Paulo e Folha de Londrina. Apesar de a leitura ser um dos lazeres preferido, nenhum livro de ficção conseguiu prendê-lo até o fim. Em contrapartida, afirma já ter lido a bíblia três vezes. 

Aos 24 anos, conheceu a senhora Bordignon durante um baile. A mineira havia pedido para que segurasse a blusa enquanto dançava. Rolou uma química e logo engataram um namoro. “Ele foi meu único namorado”, garante Amália. Durou nove meses até se casarem, a pedido do pai dela. “Ele é um homem perfeito pra mim”, declara. O casamento perdura há 55 anos e teve como frutos sete filhos - dois de criação. “São uma benção, as coisas mais preciosas para nós”. 

Assim como qualquer pessoa na sua idade, tem limitações físicas e psicológicas, mas afirma não ter medo da morte. Diagnosticado com problemas renais e talassemia - doença que afeta o sangue, procurou médicos do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, para se tratar. Desde o começo do ano, Antônio tem acompanhamento 24 horas de três enfermeiros que se revezam e o ajudam. “Ele não queria, mas a família decidiu que era melhor”, diz a mulher.

Hoje Antônio está rico, muito rico, embora prefira não falar sobre o assunto. "Mas garanto que comecei do zero". E revela os alicerces de uma boa administração de bens, família e empresa:
planejamento, economia e honestidade. “Muitas pessoas que começaram comigo não foram para frente, gastaram dinheiro à toa”, compara. Biográfias de empresário do quilate de Antonio Bordignon
inspira e encoraja novos empreendedores que procuram além de construir uma carreira de sucesso, uma forma de mudar a realidade.


Perfil publicado originalmente no jornal laboratório "Primeira Impressão" Nov/Dez 2012 da Fanorpi.
*Alan Junior de Queiroz é estudante de Comunicação Social - Jornalismo da Faculdade do Norte Pioneiro(Fanorpi).

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Gays, Marcos Feliciano, Joelma e o que realmente importa

4 comentários:
Marco Feliciano e Jean Wyllys
 *Alan Junior de Queiroz

As manifestações contra Marcos Feliciano segue Brasil afora sem trégua. Joelma, vocalista do Calypso, é a nova subcelebridade a dar infelizes declarações sobre gays. Nas redes sociais e nos veículos de comunicação não se fala em outra coisa. O fato é: vivemos em um país preconceituoso onde todos nós somos rotulados.

Joelma esclarece polêmica em comunicado oficial
Nos últimos meses pastores e subcelebridades transformaram em “modinha” essa coisa de dar declarações contra os gays, usando a Biblia como escudo. Só podia dar em marketing negativo. Como dizia Martin Luther King, "para criar inimigos não é necessário declarar guerra, basta dizer o que pensa". Acho importante esclarecer às pessoas contrárias a união homoafetiva, que os gays não lutam para ter a benção de um padre ou pastor dentro de uma igreja. Não lutam por exclusividades. Lutam para terem os mesmo direitos dos heterossexuais perante a lei.

Para um país considerado um dos mais liberais do mundo, o Brasil ainda não faz jus a essa categoria. Os índices de denúncias de violência contra gays, negros, mulheres, cearenses, crianças, deficientes, religiosos, prostitutas, moradores de ruas, idosos, animais, garis, alunos e professores, na minha visão de mundo, são muito altos. Penso que muitas pessoas distorceram essa história de liberalismo, por isso vemos muita baixaria e falta de respeito entre as pessoas. Depois os vilões aparecem na pele de vítimas alegando estarem exercendo seu direito de liberdade de expressão e pensamento, mesmo que nessa versão de “liberdade” atropele a boa educação, a ética, o respeito e os sentimentos dos outros. A verdade é que a maioria desses preconceitos e violência baseia-se em crenças religiosas. Precisamos ser mais tolerantes as escolhas e opiniões alheias.

Enquanto existir uma parcela da sociedade acostumada a ser desrespeitada, e por os assuntos religiosos em primeiro plano, continuaremos a ver tamanhos absurdos. Assim como os gays, alguns políticos, famosos, e anônimos não aceitam o deputado (e pastor) Marcos Feliciano como presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara. Todos nós cidadãos não podemos ignorar tantas coisas que acontecem em nosso país políticos roubando, condenados pelo STF assumindo cargos importantes, hospitais apodrecendo, escolas sem professores, merenda, ou pior, lugares onde a sala de aula é qualquer lugar. Temos uma segurança pública precária, com policiais despreparados que confundem (e matam) cidadãos de bem com bandidos que tocam o terror na população e ninguém se manifesta. Pessoas morrendo de sede no nordeste do país e outras precisando de doações de sangue e ninguém de mobiliza. Só não aceita as mudanças de uma sociedade e não enxerga a triste realidade dos fatos quem é acomodado com sua própria felicidade egoísta ou cego pela sua crença.

  *Alan Junior de Queiroz é estudante de Comunicação Social - Jornalismo da Faculdade do Norte Pioneiro(Fanorpi).