Corrupção: uma forma de governar o Brasil

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*Alan Junior de Queiroz
Nós, brasileiros, encaramos a corrupção como algo tão normal como respirar, por exemplo. Ninguém mais se assusta com as denúncias de políticos e empresários pegos com a mão no dinheiro.  São milhões de reais sendo drenados dos cofres públicos pelo ralo de corrupção. Todo esse dinheiro desemboca em alguma conta no exterior ou em uma, aqui mesmo no Brasil, em nome de um laranja (pessoas que emprestam o nome para camuflar o verdadeiro responsável de uma transação financeira ou fontes de recursos). Ainda existem aquelas quantias que são enfiadas em maletas, em bolsas, nos bolsos dos ternos, nas meias e na cueca. No fim, todos negam tudo e tudo fica por isso mesmo.

No Brasil existem poucos grandes veículos de comunicação dispostos e interessados em fiscalizar, investigar, divulgar e combater a corrupção na administração da máquina pública - em todos os níveis da federação. Mas são esses poucos que fazem a grande diferença. A corrupção se tornou uma forma de governo que se enraizou no Brasil, devido à ausência de fiscalização e a falta de interesse da população pela política. Dando, assim, margem para a impunidade. Mas esse cenário vem mudando.

A população está mais exigente e expressiva. Está reivindicando, cobrando mais atitudes e soluções dos governantes. Os brasileiros querem boas escolas, bons centros de saúde, moradia, emprego e segurança para saírem nas ruas. Querem ter seus direitos respeitados e liberdade de pensamento.

Os brasileiros mais radicais acham que temos um governo nos moldes da ditadura. O partido que lidera o país está mais preocupado em achar uma forma de se eternizará no poder, do que resolver problemas que afetam a todos os cidadãos. Basta olhar o número crescente da violência, do baixo desempenho das escolas, a insatisfação com a saúde pública, os aeroportos e estradas brasileiras. O artigo 1º da Constituição Federal chega ser irônico. Apesar de todos esses problemas para serem resolvidos, tem os políticos religiosos que, toda a semana, causam tumulto em Brasília por assuntos de pouca relevância para o país.

Enquanto isso... A Presidente Dilma empresta dinheiro a Cuba – US$ 1,37 bilhão, perdoa dívidas de doze países africanos, cerca de 840 milhões de dólares. Além de um novo escândalo de corrupção que assombra Brasília. O Brasil vive um caos social e politico.

Segundo uma reportagem da revista Veja, na manhã do dia 16 de maio dois homens foram presos no Aeroporto Juscelino Kubitschek, em Brasília. A dupla foi encaminhada para delegacia para prestar esclarecimentos sobre a origem de 465.000 reais, que estavam escondidos em suas meias e cuecas. Um terceiro homem, identificando-se como Eduardo Lemos, apareceu dizendo que os homens presos eram seus funcionários e que o dinheiro era para comprar um imóvel no Rio de Janeiro. Afirmou ainda que a origem do dinheiro não era ilícita e nem tinha saído dos cofres públicos.  Lógico que essa história não convenceu. 

Descobriu-se que Lemos tem ligações estreitas com grandes políticos e é conhecido por fazer negócios com fundos de pensão. Esse operador de mercado acaba de se envolver em um novo problemão. Há oito anos ele já teve que dar explicações sobre transações suspeitas na CPI dos Correios. Em 2012 levou uma punição da Comissão dos Valores Mobiliários (CVM) por praticar golpes, na ocasião, foi multado em mais de 3 milhões de reais. No mesmo ano o Ministério Público o acusou formalmente por fazer operações que predicaram duas empresas. Mesmo com esse histórico não foi preso e continuou os seus “trabalhos”.

O flagrante deu inicio a uma investigação que promete abalar Brasília. Não chega ser nenhuma novidade, mas um insulto. Uma afronta inaceitável. Depois de o Brasil assistir a condenação de 27 acusados no maior esquema de corrupção já descoberto pela Justiça, sim, me refiro ao Mensalão.


 *Alan Junior de Queiroz é estudante de Comunicação Social - Jornalismo da Faculdade do Norte Pioneiro(Fanorpi).

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