Onde foi que nós erramos?

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*Alan Junior de Queiroz

Ainda não existe nenhum dado oficial, mas já dá para afirmar que o número de menores de idade (-18 anos) envolvidos em crimes cresceu, absurdamente, nos últimos meses. Estão dispostos a matar qualquer um e por qualquer coisa. Homem, mulher, criança, idoso, famoso ou anônimo, nem os próprios familiares nem portadores de alguma deficiência escapam da violência.

Eles estão nos campos de futebol prontos para explodir um sinalizador em nossas faces, estão à espreita de nossas casas esperando para nos assaltar – e porque não nos matar? -, estão nas festas prontos para nos esfaquear, estão dispostos a invadir nossas casas ou nosso trabalho e nos queimar vivos. Precisamos de leis mais severas ou eles vão nos exterminar.

Seria ingenuidade minha dizer que diminuir a maioridade penal diminuiria a violência. Crueldade existe, sempre existiu e nunca deixará de existir. O fato é: a redução da maioridade serviria para punir corretamente os “de menores” infratores, já que atualmente o Código Penal e o Estatuto da Criança os livram disso. O artigo 228 da Constituição Federal afirma que “são penalmente inimputáveis os menores de dezoito anos, sujeitos às normas da legislação especial”. A punição máxima para esses adolescentes é um período de internação de no máximo 3 anos, após isso, estão livres para cometerem mais crimes.

Parece que a cada dia que passa aquele mundo melhor que todos nós desejamos fica mais distante e impossível. A criminalidade cresce na mesma proporção que os investimentos na educação diminuem. Está na hora de deixarmos de utopias. Os menores barbados - com quase dois metros de altura – que a Justiça e os Direitos Humanos defendem, são os principais candidatos a se tornarem grandes lideres criminosos no futuro.

Uma nova linhagem vem se manifestando. Estão seguindo os rastros de Fernandinho Beira Mar, Marcola, Pedrinho Matador, Elias Maluco pelo bosque obscuro onde colhem um pouco de malignidade, perversidade e truculência para ceifa vidas. Algo tem que ser feito isso não resta dúvida. Enquanto famílias choram pela perda de um ente querido, o infrator de menor da risada de toda a situação. Ri porque sabe que a legislação brasileira é uma piada.

A tendência é que (além da sociedade) os policias também desenvolvam algum tipo de medo desses bandidos. Pois isso já acontece nos dias de hoje. A polícia ruge como um leão em frente de manifestos de alunos, professores e classes trabalhistas, mas pia miudinho na frente das organizações criminosas.

Os políticos nada fazem para melhorar a situação atual, apesar de a população clamar por mudanças e soluções. Às vezes ficamos na dúvida se o Brasil trabalha com o sistema de República, Ditadura, Oligarquia, Esquerdista, Militarista, ou pseudo Populismo de fachada. Aliás, quem se preocupa com isso? A nossa preocupação mesmo é sair de casa e conseguir voltar - com vida, lógico.

Enquanto nenhum líder político toma uma providência, nós continuamos trabalhando, pagando impostos, sendo assaltados, agredidos na rua, ameaçados, desacatados, violentados, perturbados, mortos. Nossas casas continuam sendo invadidas e nossos locais de trabalho destruídos. Discutir maioridade penal é algo importante, mas discutir onde as famílias e o Estado erraram também é indispensável. Esse país virou uma desordem. Isso é Brasil.

*Alan Junior de Queiroz é estudante de Comunicação Social - Jornalismo da Faculdade do Norte Pioneiro(Fanorpi).

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