O PRECONCEITO, O DEMÔNIO E O MAL QUE VIVE DENTRO DE NÓS.

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O ser humano é o único animal que tem consciência de que irá morrer um dia. Estranhamente esse fato não nos impediu de suplantar todos os obstáculos naturais que se apresentaram em nosso caminho evolucionário e, ao invés de ficarmos “curtindo a vida” como os outros animais fazem (afinal de contas, se vamos morrer, para que tentar algo diferente ou engrandecedor?), os humanos preferiram criar uma fantasia de que são imortais e partiram rumo a conquista do planeta.

Agora, num estágio evolutivo avançado pelo nosso pouco tempo de existência, nossa espécie volta os olhos para as estrelas e busca entender os seus mistérios e as leis que regem os seus movimentos mais íntimos. Pois, só assim, poderemos desvendar os seus segredos e nos lançar ao desconhecido para conquistar novas fronteiras e saciar nossa sanha de conhecimento e nossa curiosidade sem fim.

Mas, mesmo sendo uma raça evoluída (em comparação com os outros habitantes do planeta) o ser humano ainda conserva dentro de si, no mais profundo recôndito de sua alma, o mesmo velho demônio que afligiu nossa existência nos duros anos de obscurantismo intelectual e de ignorância que precederam nosso atual estágio evolutivo. Esse demônio é feroz e sempre salta sobre nós quando menos esperamos. Por mais elevados que sejam nossos pensamentos e nossas obras, ele espreita nas profundezas de nossas almas e de nossas mentes. Ao menor sinal de fraqueza, suas garras afiadas cortam profundamente a carne e o espírito de nossos irmãos e rebaixam, a nós mesmos, a um estado primitivesco e animal do qual nos envergonhamos muito. Esse demônio arguto, voraz e feroz é o preconceito.

Todos nós temos algum nível de preconceito. Sejam os preconceitos mais imundos e pérfidos como o preconceito de cor (raça não existe, amigos leitores), de gênero, de religião ou de nacionalidade; sejam preconceitos potencialmente menos perigosos como o preconceito contra um determinado alimento, um tipo de roupa, etc.


O preconceito é parte do ser humano como o ar que respiramos e a poeira das estrelas. O preconceito reflete apenas duas coisas: ignorância e medo. Afinal, o desconhecido é o pai de todos os nossos medos e o preconceito é apenas o seu filho mais querido. É aquele demônio que nos diz: “se você não conhece ou não sabe como proceder diante disso é porque deve ser mau; fuja ou lute”.

Mas, se o preconceito é fruto do nosso medo do desconhecido, como podemos aplacar esse demônio e mantê-lo sob controle?

Com o conhecimento.

A luz da informação destrói a mais profunda escuridão da ignorância e torna o preconceito algo vergonhoso e fraco. Quer um exemplo prático?

Quando a Igreja determinou que os negros eram descendentes de Caim e que a sua cor de pele era resultado da “marca” imposta por Deus ao assassino do irmão; decretou-se que os negros não tinham alma e, portanto, não eram seres humanos como os europeus (o mesmo foi dito sobre os índios). Da ignorância e do obscurantismo surgiu o pior dos preconceitos.

Mas a luz da ciência jogou por terra a crendice e tornou o preconceito racial algo hediondo e típico dos iletrados e dos idiotas. Ao provar que raças de humanos não existem (apenas uma única raça humana) e determinar que todos somos africanos, a ciência destruiu a “razão” de ser desse preconceito tão terrível e provou que, neste aspecto, todos somos iguais.

O homem poderá, um dia, viajar pelo espaço e contemplar as estrelas distantes com toda a sua beleza. Mas, para que isso seja realmente possível, antes ele terá que dominar o mal que existe dentro de si mesmo. Banir para sempre e para o mais profundo e inacessível rincão de sua mente e de seu espírito esse demônio implacável e pernicioso que representa o que de pior há em nós.

Pense nisso.

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